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Professores da rede estadual de ensino fazem protesto em Presidente Olegário

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Grande parte dos professores da rede estadual de ensino de Presidente Olegário, aderiram à greve estadual. Os profissionais paralisaram as atividades e cobram que o governo pague o piso nacional da educação que é uma Lei Federal.

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Entre as reivindicações da categoria, está o pagamento de todo 13° salário de 2019 (30% da classe ainda não foi contemplada com o benefício), a aplicação do mínimo de 25% dos recursos tributários do estado na educação e o pagamento do piso nacional dos professores. Além disso, os funcionários pedem isonomia de tratamento por parte do governo de Minas e sobre o processo informatizado de matriculas, que não funcionou e deixou inúmeros alunos sem aula.

Na manhã desta segunda-feira (02/03), os professores resolveram se manifestar e buscar apoio da ´população e classe estudantil. Os protestos com cartazes e apitaço foram realizados em frente da Escola Estadual Padre José André Caldeira Coimbra e Cesec Tancredo Neves. Os professores aderiram à greve no dia 19 de fevereiro e continua por tempo indeterminado.

A Escola Estadual Padre José André Caldeira Coimbra está funcionando parcialmente, já quem nem todos professores aderiram à greve. Para maiores informações sobre horários de aulas, entrar em contato com a secretaria da escola pelo telefone (34) 3811-1321.

Confira a Nota à Sociedade Olegarense:

Existe uma campanha contra o serviço público, inclusive na esfera federal e, sobretudo contra o professor, inibindo o apoio da população às causas da classe. No estado de Minas Gerais, por exemplo, existem alunos sem aula em função das matrículas online ser um fiasco, mas o governo atribui essa evasão à greve dos professores.

Para contrapor essa “campanha”, estamos aqui para esclarecer à nossa sociedade a razão de estarmos em greve:

A princípio já é sabido que nós professores estamos há vários meses recebendo nosso salário em parcelas. O décimo terceiro de 2019 não foi pago a grande parte dos profissionais da educação até hoje. E não há uma previsão para esse pagamento.

Em segundo, pedimos a isonomia no tratamento do serviço público mineiro. Ou seja, se o governo aprova o aumento para uma classe, independente de qual seja, também deve aprovar aumento para outras classes. Não estamos contra o aumento da segurança, apenas queremos que se tenham aumento, outras classes como saúde e educação também tenham. O governo afirma que a classe da segurança é a menos contemplada com a correção da inflação no salário, mas ignora que a educação mineira não recebe o piso salarial nacional e que está há três anos sem reajuste.

Com a proposta de Recuperação Fiscal de Minas, ficam congelados os salários de todo setor público por mais três anos, além de suspenderem-se as nomeações em concurso público. Com isso, o salário do professor mineiro ficaria seis anos consecutivos sem reajuste.

Nos bastidores do governo há uma previsão de alterações na lei que podem fazer com que os profissionais do serviço público percam a estabilidade e possam inclusive ser demitidos ou transferidos sem qualquer parâmetro justo. Juntamente com essa proposta, existe também aquela que prevê a redução da carga horária e dos salários dos profissionais.

Além disso, o governo ainda prevê uma reforma na contribuição previdenciária dos profissionais em que o desconto no salário dos servidores pode chegar a 22%.

Existe uma lei que prevê que 25% dos recursos do estado sejam investidos em educação. Isso não está sendo cumprido. No ano passado foi investindo apenas 18%. Isso significa menos recursos para as escolas e menos materiais e condições para uma educação ideal para os alunos. Algumas escolas não têm merendas e outras chegaram a ter linhas telefônicas cortadas por falta de pagamento.

Recentemente o governo implantou, como já mencionado, a informatização dos processos de matrícula, enturmação, e outras atividades ligadas à educação. Além de serem falhos, esses mecanismos resultarão em muito pouco tempo, na demissão de profissionais. Também houve casos de encaminhar matrículas de alunos para escolas distantes de suas casas.

Por fim, mas não menos importante, o governo oferece atualmente um modelo padronizado e mecânico de educação, em que o professor é refém de planejamentos prontos que não respeitam a individualidade dos alunos e as questões específicas de cada escola e cada região, igualando escolas de zona rural a escolas de grandes centros. Isso tudo colocado para o professor sem qualquer organização, cobrando dele resultados e datas muitas vezes humanamente impossíveis de serem alcançados.

Esses são motivos que nos levam a crer que a educação não é uma prioridade para o atual governo, e é justamente por causa desses motivos que estamos em greve.

Ressaltamos que a Escola Estadual Padre José André Caldeira Coimbra está funcionando parcialmente. Para maiores  informações entrar em contato pelo número 3811 1321.

Quanto à carga horária das matérias cujos professores estão em greve, será reposta de forma a não prejudicar os alunos. Visto que nosso foco é a educação, atentar contra isso seria o contrário do que almejamos.

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