A Polícia Civil encontrou restos de animais em avançado estado de putrefação, no quintal da residência da idosa investigada por abate de cachorros que foi presa na última sexta-feira, 08 de março, na cidade de João Pinheiro, na região Noroeste de Minas.
As imagens feitas pelos investigadores durante o cumprimento do mandado de busca e apreensão impressionam. O cenário de terror encontrado pelos policiais civis aponta a presença de carcaças de dois animais mortos em avançado estado de putrefação no quintal da residência. Além disso, a situação do interior da casa também chamou a atenção, já que o ambiente completamente insalubre, estava praticamente inabitável com a presença de ratos, pulgas, carrapatos e baratas.
Além dos animais mortos, a Polícia Civil resgatou cães vivos que não tinham acesso à água e comida em evidente estado de maus tratos. Eles foram medicados e levados aos cuidados de uma ONG. Esta informação foi divulgada pelo delegado Dr. Danniel Pedro, ainda na sexta-feira. Nesta terça-feira (12), foi apurado com exclusividade,as demais informações que não haviam sido confirmadas pela autoridade policial, incluindo a que aponta que foram encontrados restos de animais mortos no quintal da residência e a confirmação da perícia, que apontou que a imagem inicial, da denúncia publicada em 16 de fevereiro, possivelmente é uma cabeça de cachorro.
Segundo informações, a idosa é bastante conhecida pela Assistência Social do Município de João Pinheiro. Ela já procurou apoio junto ao CREAS em dezenas de ocasiões e, em todas elas, a ajuda foi oferecida pelo órgão público.
A idosa já se queixou ao CREAS diversas vezes acerca da sua vulnerabilidade econômica e social e vem sendo amparada há anos pela rede pública de atendimento. Dentre os serviços já utilizados pela idosa, estão a concessão de cestas básicas, viabilização de transporte até sua residência em Santa Luzia, passagens para Belo Horizonte, atendimentos a solicitações pontuais como transporte à Fazendinha para que ela pudesse ver o marido depois que ela xingou funcionários da UPA local, dentre outros atendimentos.
Na delegacia a idosa preferiu ficar em silêncio e a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela justiça. Então, ela seguirá presa até segunda ordem. A justiça já determinou, ainda, a instauração de incidente de insanidade mental, que deverá apontar se a mulher pode responder por seus atos ou se é inimputável.
Fonte: JP Agora
















