Mulher é presa suspeita de fingir infecção no olho para ganhar dinheiro em São Gotardo

A Polícia Militar de São Gotardo prendeu na manhã desta sexta-feira (28) em virtude de mandado judicial uma mulher de 30 anos suspeita de estar usando a boa fé das pessoas para ganhar dinheiro. Kamilla Resende Nunes é suspeita de ter usado maquiagem no olho para fraudar uma infecção e assim comover as pessoas para receber doações.

De acordo com informações da Polícia Militar, em cumprimento a mandado de prisão e de busca e apreensão, os policiais foram até a casa de Kamilla na Rua Magnólias, Bairro Taquaril, onde encontraram Kamilla. Em buscas no imóvel, os policiais encontraram uma infinidade de produtos de beleza, o que foge à normalidade para quem não é profissional desta área.

Os policiais apreenderam 35 unidades de batom, 15 lápis de olho, 16 cremes diversos, 19 pincéis de tipos e modelos diferentes, 15 sombras para olho, 1 kit de sombra com diversas cores, 6 bases de maquiagem de cores diferentes, máscara para cílios e vários esmaltes. Após a prisão, ela foi encaminhada para o Hospital Municipal Santa Casa.

O médico fez uma avaliação e limpou o olho de Kamilla. Ele fez exames e um eletrocardiograma ficando constatado que ela possui hipertensão. Com relação à infecção, um médico especialista deverá ser consultado. Ela contou que possui hipertensão arterial crônica maligna, doença genética que desencadeia vários problemas, inclusive hipertensão intraocular.

Ficou constatado que ela tinha marcas e secreção nos olhos, mas as enfermeiras que sempre a atendiam no hospital relatou que Kamilla nunca permitia que seu olho fosse lavado. Kamilla se defendeu dizendo que não recebeu qualquer ajuda do poder público e que receber doações não é crime. Através de campanhas nas redes sociais, Kamilla teria recebido uma grande quantia em dinheiro.

Ela foi levada para a delegacia para ser ouvida pela autoridade policial. Novas investigações devem ser feitas para constatar se as suspeitas das autoridades se confirmam. O fato chamou a atenção. Inúmeras campanhas são iniciadas nas redes sociais e, muitas vezes, não se sabe quem está por trás das doações. 

 

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