O que já era uma rotina de desafios se transformou em um drama ainda maior para a manicure Elisângela Maria, de 44 anos. Mãe de duas jovens gêmeas de 21 anos, ambas cegas e com autismo, ela agora enfrenta a difícil missão de reconstruir a casa onde a família mora, destruída em grande parte por um incêndio na madrugada do dia 30 de junho, no bairro Nossa Senhora do Rosário, em Lagoa Formosa.
Sem condições financeiras para arcar com os custos da obra, Elisângela faz um apelo à solidariedade da população. Nesta segunda-feira (13/7), ela recebeu a reportagem e contou, emocionada, o drama vivido pela família e a luta diária para oferecer às filhas o mínimo de dignidade e segurança .
Na noite do incêndio, Elisângela dormia na sala quando foi despertada pelo barulho das chamas que já tomavam conta da residência. Desesperada, ela pediu ajuda aos vizinhos. Com o apoio deles, conseguiu retirar as duas filhas de um dos quartos e colocá-las em segurança antes que o fogo se alastrasse ainda mais.
Em seguida, moradores iniciaram o combate às chamas, mas o fogo só foi controlado com a chegada de um caminhão-pipa da Prefeitura de Lagoa Formosa. Até aquele momento, os quartos, o banheiro e boa parte dos móveis já haviam sido destruídos.
Quando o Corpo de Bombeiros chegou ao imóvel, o incêndio já estava praticamente controlado, graças à atuação conjunta do caminhão-pipa e de militares da Polícia Militar. Durante a vistoria, os bombeiros constataram que a residência não possuía laje e que a cobertura era sustentada por uma estrutura de madeira, totalmente comprometida pelo fogo. Além disso, foram identificadas trincas nas paredes, indicando risco de colapso parcial da construção.
A suspeita inicial é de que um curto-circuito na instalação elétrica tenha dado início ao incêndio, fazendo com que as chamas se espalhassem rapidamente pelos demais cômodos da casa.
Mesmo diante de tantas dificuldades, Elisângela não perdeu a esperança. Ela conta que já recebeu diversas doações, que permitiram iniciar a reconstrução das paredes do imóvel. No entanto, ainda falta muito para que a casa volte a ser um lar seguro para ela e as filhas.
Entre os materiais mais necessários estão madeira para o travamento da estrutura, pisos, tintas e diversos itens de acabamento. Além disso, a família também precisa da ajuda de pedreiros, serventes e voluntários que possam contribuir com a continuidade da obra.
Enquanto divide o tempo entre a profissão de manicure e os cuidados integrais com as duas filhas, Elisângela segue acreditando na solidariedade da comunidade. Para ela, cada ajuda representa um passo importante para devolver às jovens um ambiente seguro e digno.
Quem desejar colaborar pode procurar Elisângela diretamente em sua residência, localizada na Rua Xande Cadete, nº 47, no bairro Nossa Senhora do Rosário, em Lagoa Formosa. Cada gesto de solidariedade pode fazer a diferença na reconstrução não apenas de uma casa, mas da esperança de uma família que luta diariamente para recomeçar.
Matéria e Fotos: Vanderlei Gontijo









