Infectologista da UFMG acredita que devemos ter vacina contra coronavírus até dezembro

O infectologista e professor da faculdade de medicina da UFMG, Unaí Tupinambas, que faz parte do Comitê Formado por Infectologistas para aconselhar a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) no combate ao novo coronavírus, acredita ser possível ter até dezembro deste ano uma vacina que combata a covid-19 no mundo.

A declaração foi dada na edição deste domingo (5) do programa Domingo Especial, da Rádio Itatiaia, comandado pelo jornalistas Júnior Moreira. O infectologista lembrou que três vacinas estão em fase final de testes e podem chegar ao mercado até o fim deste ano.

“Nós temos três vacinas em fase três de teste. Isso quer dizer que elas estão na última fase teste. Elas já foram testadas em macacos, que são as cobaias.Elas já passaram por testes em laboratório, com tubo de ensaio. Por fim, elas já passaram pela fase com os humanos, com poucos voluntários. E os estudos anteriores mostraram uma potência dessas vacinas em produzir anticorpos e neutralizar o vírus. Agora, são três (vacinas) em fase três e devemos ter uma quarta vacina entrando nessa fase três neste mês. A gente acredita que pode dar certo porque os estudos deram certo. Além disso, antes de iniciar essa fase três de testes, os laboratórios já começaram a produzindo essa vacina para ser distribuída, caso a eficácia dela seja comprovada. Estamos no meio da epidemia aqui no Brasil e acreditamos que essa eficácia das vacinas vai ser avaliada rapidamente. Por exemplo, se começarmos a fase três no meio de julho, a eficácia dela deve ser medida até o final de outubro. Se essa vacina for eficaz mesmo, devemos ter duzentos milhões de doses no mercado até lá. Isso porque os laboratórios já estão produzindo essa vacina acreditando que ela vai ser eficaz. Se não for, vão (laboratórios) perder dinheiro”, explicou.

Ao ser questionado se ele acredita que os laboratórios tinham informações privilegiadas sobre essas vacinas e que por isso já começaram a produção em massa delas antes mesmo do fim da testagem do medicamento, o infectologista diz não acreditar nessa tese.

“Não, eu acho que não porque a situação é muito dramática no mundo todo. As pessoas tem que entender que é muito dramática. Nós estamos vivendo as piores crises humanitárias e sanitárias da humanidade. Nós nunca vivemos isso nos últimos cem anos. Lógico, tirando as guerras. Essa é a maior crise do mundo e está impactando em todas as nações. Eles (laboratório) estão apostando no melhor time porque se chegar em outubro e, der certo a questão da vacina, eles vão demorar demais para entregar se começar do zero a fabricação”, explicou.

Fonte: Itatiaia

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