Uma indústria de confecção de Patos de Minas vai instalar uma unidade de produção dentro do Presídio Sebastião Satiro. Um termo de compromisso assinado entre a Secretaria de Estado de Administração Prisional – SEAP – e a Indústria Alferes Uniformes vai possibilitar a contratação de mão de obra dos detentos do regime fechado. É a primeira vez que esse tipo de parceria é realizada na cidade.

A Alferes Uniformes atua no ramo de produção de uniformes escolares e empresariais, fardas militares e acessórios. A indústria irá capacitar os detentos para a produção de peças e, com este trabalho, possibilitar aos presos a redução de pena e a reinserção no mercado de trabalho.
O empresário Ronaldo José Pereira comentou que a ideia de implantar essa unidade veio da possibilidade de desenvolver uma ação de responsabilidade social por parte da empresa, oferecer aos presos do regime fechado a capacitação profissional e, ao término do cumprimento da pena, o acesso ao mercado de trabalho formal. A Indústria, associada ao Sindivest (Sindicato Intermunicipal das Indústrias do Vestuário), atua há 12 anos em Patos de Minas, possui 14 funcionários diretos; 10 indiretos e tem clientes espalhados por todo o Brasil.
“Como no presídio, já existe uma sala com máquinas de costura sem utilização, pensamos na possibilidade de ocupar o tempo ocioso do preso, com uma atividade produtiva”, destacou o empresário. A sala passou por adequações para receber a indústria. A Alferes irá disponibilizar o instrutor e terá que remunerar cada condenado que trabalhar na unidade, com valor correspondente a ¾ do salário mínimo e ¼ do valor será repassado ao Governo do Estado, para o custeio de despesas provenientes da instalação da indústria no presídio.
O diretor do Presídio, Marcos Lopes Brandão, informou que uma comissão técnica, composta por gerente de produção, assistente social, profissionais da segurança e de inteligência, diretor da unidade e pedagoga, irá selecionar os presos que prestarão serviços nesta unidade de produção. “É feita uma análise do perfil do condenado, considerando situação de pena, comportamento psicológico, conduta e disciplina dentro do presídio”, complementou. Pelo convênio, a cada três dias, de jornada de 6 a 8 horas trabalhadas, o preso terá a redução de um dia da pena. O valor de remuneração será depositado em conta específica do preso.
Para o diretor do Presídio Sebastião Satiro, esta parceria é interessante para o empresário que conta com mão-de-obra com valor menor, sem ter que cumprir outras exigências das leis trabalhistas e, com isso, possibilita ao condenado a capacitação para o retorno ao mercado de trabalho, quando estiver em liberdade. “Na nossa região, é a primeira iniciativa que celebramos neste sentido e esperamos que sirva de exemplo para outras indústrias a fim de termos a ressocialização dos detentos”, enfatizou.
Fonte:Patos Hoje







