O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras) de Paracatu vai sair do papel. A proposta de instalação da estrutura foi escolhida pela plataforma ‘Semente: transformando ideias em projetos’, do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para receber R$ 2,3 milhões para a construção.
Além da estrutura, o recurso garantido por meio de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado pela mineradora Kinross Brasil vai garantir a manutenção do centro por 18 meses. Segundo o MPMG, o projeto vai receber, identificar, marcar, triar, avaliar, recuperar, reabilitar e destinar até 2.200 espécimes da fauna silvestre e exótica por ano.
O Cetras vai contar com setores de recepção dos animais, escritório, quarentena, internação, atendimento clínico, cirurgia, laboratório, radiologia, cuidados com filhotes, depósitos, cozinha, vestiários e banheiros. Um acervo de material biológico de animais para fins de estudo, pesquisa e educação também vai ser mantido no local. As instalações foram planejadas conforme projeto aprovado pelo próprio MPMG e pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF).
De acordo com MPMG, a falta de um centro de reabilitação em Paracatu dificultava a recuperação de animais silvestres apreendidos em operações de combate ao comércio ilegal ou recolhidas em outras situações, como em caso de atropelamentos em rodovias. Em muitas situações, os animais são encaminhados a mantenedores, que nem sempre dispõem de estrutura completa para a reabilitação.
Projeto Semente
Ainda conforme o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a plataforma ‘Semente: transformando ideias em projetos’ tem como objetivo o aprimoramento de promotores de Justiça na defesa do meio ambiente natural, cultural e urbanístico. Além disso, o projeto garante segurança jurídica e transparência na destinação de medidas compensatórias ambientais.
O Semente oferece subsídio a promotores de Justiça na seleção de projetos de relevância socioambiental apresentados por instituições do terceiro setor, iniciativa privada e poder público, com a utilização de uma plataforma virtual com acesso em todo o estado.
Segundo o MPMG, os projetos recebidos são avaliados nas esferas jurídica, técnica e financeira para garantir a regularidade institucional e a viabilidade deles. As propostas aprovadas ficam disponíveis em um banco de dados que fica disponível para acesso e seleção dos promotores.
Toda a execução dos projetos escolhidos é acompanhada por quem fez a escolha, desde o monitoramento das ações até o emprego dos recursos financeiros.







