Ivair Pereira Mota, professor de Filosofia e Sociologia em Presidente Olegário, vive um momento delicado e luta contra uma doença rara chamada neurite óptica, uma inflamação do nervo responsável pela visão. Pai de duas crianças e afastado do trabalho, ele precisa de ajuda para custear exames e consultas que o SUS não cobre e dar continuidade ao tratamento.
Ivair trabalhou por seis anos na Escola Estadual Padre José e atualmente é professor do CESEC Tancredo Neves, também em Presidente Olegário. Ele conta que tudo começou no dia 18 de agosto, durante uma aula:
“Cheguei para dar aula e, ao olhar a tela do meu notebook para lançar as notas, percebi que já não enxergava com clareza. Comentei com meu diretor e procurei um oftalmologista. Achei que fosse algo simples, talvez catarata ou o grau dos óculos, mas infelizmente o diagnóstico foi muito mais grave.”
Após a consulta, o médico encaminhou Ivair para internação imediata em Patos de Minas. Ele ficou 14 dias hospitalizado, recebendo medicação à base de corticoides. Desde então, segue em tratamento pelo SUS, mas ainda precisa passar por especialistas e exames que não estão disponíveis na rede pública.
“A Secretaria de Saúde tem me ajudado muito, mas há limites. Eu preciso de consultas com neuroftalmologistas e outros especialistas para fechar o diagnóstico. Por ser uma doença rara, o acesso é difícil e demorado. Por isso, estou pedindo ajuda para custear esses exames e manter minhas despesas básicas enquanto não recebo do INSS.”
Além da luta pela visão, Ivair enfrenta dificuldades financeiras. Divorciado e pai de duas crianças, ele está afastado e sem salário, aguardando análise do benefício previdenciário.
“Tenho aluguel, pensão e remédios para comprar. Só um dos exames custa R$ 600, e a consulta com o especialista em neurite óptica, em Uberlândia, custa R$ 450. No momento, não tenho condições de arcar com esses valores.”
Com a visão comprometida, Ivair relata que não consegue mais dirigir e enfrenta obstáculos até mesmo para se locomover:
“Tropeço em degraus, em calçadas desniveladas, porque minha visão está muito reduzida. É uma situação difícil, mas tenho fé em Deus e acredito que vou superar.”
Ele destaca que não gosta de pedir, mas decidiu recorrer à solidariedade após pensar muito:
“Sou um homem ativo, ético e apaixonado pela educação. Sempre gostei de estudar e dar aulas. Pensei muito antes de pedir ajuda, mas cheguei a um ponto em que não tenho outra saída. Não quero causar prejuízo a ninguém — qualquer quantia ou simples compartilhamento já é uma grande ajuda.”
Quem quiser colaborar pode entrar em contato ou realizar uma doação direta pela chave PIX (CPF):
040.163.116-83
Ivair Pereira Mota
(38) 9 9840-8041
Matéria e fotos: André Mendonça







