Lagoa Formosa: Polícia Civil pode chegar a autor de “fake chat” envolvendo prefeito e secretário

Um simulador de bate-papo falso, conhecido como “Fake Chat” está apavorando os usuários do aplicativo whatsapp. Na cidade de Lagoa Formosa o “Fake Chat” já atingiu recentemente o prefeito João Martins de Paula (Corete) e o secretário de governo e obras, José Wilson Amorim. O fato ligou um sinal de alerta para a população em geral e virou caso de polícia, podendo levar o responsável pelo caso a responder na justiça pela falsificação da conversa.

Nesta quarta-feira (04/03) a reportagem do Portal de Notícias Patos 1 conversou com o delegado regional Dr. Luis Mauro Sampaio, que falou sobre o caso de Lagoa Formosa e aproveitou para alertar sobre o assunto de forma geral. Ele reafirmou que o perigoso “Fake Chat” é um aplicativo usado no aparelho celular, por meio do whatsapp. Com ele a pessoa pode simular conversas tendenciosas e manipular como quiser os diálogos, sendo que mesma pessoa escreve, envia e responde ao diálogo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O delegado conta que o caso do prefeito de Lagoa Formosa já está sob investigação, e que a Polícia Civil espera chegar até a pessoa responsável pela criação do diálogo falso. Luis Mauro fala que o uso da internet para denegrir a imagem das pessoas é constante, por isso, é preciso que as pessoas que fazem uso dessas ferramentas sejam cautelosas na análise das informações que chegam por meio destes dispositivos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Sobre o aplicativo “Fake Chat” que finge conversas formalizadas pelo whatsapp, o delegado diz ser extremamente perigosa. Esse falso diálogo entre duas pessoas, que na realidade é feito por um único aparelho, uma vez que o perfil do gerador da conversa é copiado e clonado de outro usuário do aplicativo. Daí em diante, o criador do “Fake Chat” realiza um diálogo com perguntas e respostas, todas feitas por ele mesmo. Logo após essa conversa é printada e jogada em grupos de whatsapp e se espalham rapidamente denegrindo a imagens das pessoas, na maioria das vezes de bem.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Para o delegado, a forma mais fácil de saber se uma informação que chega via whatsapp, na forma de print, é “Fake” é checar com cautela a fonte, pois, o print é o tipo mais comum de repassar uma “Fake Chat”, como aconteceu no caso do prefeito e do secretário de obras de Lagoa Formosa, onde o autor criou um perfil falso do secretário no whatsapp e a partir dali passou a fazer perguntas para o secretário e a respondê-las. No falso diálogo o responsável pela conversa ainda menciona o nome de outras pessoas do meio político denegrindo a imagens de todas.

Já em conversa com o prefeito João Martins de Paula (Corete), o político contou que tão logo tomou conhecimento que ele e o secretário “Zé Amorim” tinham tido seus nomes envolvidos em “Fake Chat” ele logo procurou a polícia para registrar o boletim de ocorrência. O prefeito contou que agora irá aguardar que a polícia consiga realmente chegar até os responsáveis pela criação da falsa conversa envolvendo seu nome e que o responsável seja punido, principalmente para que sirva como exemplo, evitando assim que novas situações desta forma voltem a acontecer, seja com ele ou com outras pessoas.

VEJA COMO FUNCIONA UMA “FAKE CHAT”

Matéria: Vanderlei Gontijo

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